Novas doses das vacinas de Oxford e CoronaVac: veja a distribuição por estado

Na terça, 3,2 milhões de unidades dos novos imunizantes foram entregues por fabricantes ao governo federal. Ministério da Saúde ainda não divulgou calendário de distribuição. Estados deverão reservar a segunda dose da CoronaVac para garantir que ela seja aplicada de 2 a 4 semanas depois da primeira.

O Brasil recebeu, na terça-feira (23), 3,2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19: 2 milhões são de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca e 1,2 milhão da CoronaVac.

Veja, abaixo, a distribuição por estado. As informações constam em documentos do Ministério da Saúde obtidos pela reportagem da TV Globo:

Doses de vacina/UF

EstadoDOSES OXFORDDOSES CORONAVACTOTAL
BRASIL2.000.0001.200.0003.200.000
Rondônia4.0001.4005.400
Acre13.5008.40021.900
Amazonas78.00042.000120.000
Roraima1.5001.0002.500
Pará61.00037.20098.200
Amapá2.0008002.800
Tocantins3.5002.4005.900
NORTE163.50093.200256.700
Maranhão49.50029.60079.100
Piauí25.50015.40040.900
Ceará80.50049.200129.700
Rio Grande do Norte35.50019.40054.900
Paraíba39.50023.80063.300
Pernambuco82.00048.000130.000
Alagoas24.00013.40037.400
Sergipe16.5009.00025.500
Bahia129.50079.200208.700
NORDESTE482.500287.000769.500
Minas Gerais220.000137.400357.400
Espírito Santo38.00023.00061.000
Rio de Janeiro196.000118.800314.800
São Paulo480.500278.600759.100
SUDESTE934.500557.8001.492.300
Paraná102.50064.800167.300
Santa Catarina59.50048.200107.700
Rio Grande do Sul135.00084.200219.200
SUL297.000197.200494.200
Mato Grosso do Sul22.50013.20035.700
Mato Grosso21.00011.80032.800
Goiás53.50028.80082.300
Distrito Federal25.50011.00036.500
CENTRO-OESTE122.50064.800187.300
Fonte: Documentos obtidos pela reportagem da TV Globo

O Ministério da Saúde não informou quando as doses chegarão a cada estado. O G1 questionou a pasta sobre o cronograma, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

Em nota, a pasta informou que os estados deverão reservar a segunda dose da CoronaVac para garantir que ela seja aplicada de 2 a 4 semanas depois da primeira. A orientação é diferente de outra, anterior, que o Ministério da Saúde divulgou – de usar todas as doses de vacinas como primeira dose.

Já as doses da vacina de Oxford entregues correspondem todas à primeira aplicação – porque a segunda dose só é aplicada 12 semanas depois da primeira. Ambas as vacinas são aplicadas em duas doses.

O ministério disse ainda que a chegada das doses “vai permitir a ampliação da vacinação para outros grupos prioritários”, como pessoas de 85 a 89 anos, de 80 a 84 anos, 3.837 indígenas e 8% dos trabalhadores da saúde.

A pasta acrescentou que, devido à situação da pandemia no Norte do país, a região vai receber 5% do total de doses de vacinas em cada fase de distribuição. Desse total, 70% vão para o Amazonas, 20% para o Pará e 10% para o Acre, para atender os seguintes grupos prioritários:

  • Amazonas: 86.667 pessoas entre 60 e 69 anos
  • Pará: 24.762 pessoas entre 80 e 84 anos
  • Acre: 12.381 pessoas entre 70 e 84 anos

Em relação às datas, o informe técnico divulgado pelo Ministério nesta quarta-feira (24) informa apenas que prevê o envio de mais de 200 milhões de doses até julho.

Vacinas em falta

As novas doses representam, para alguns estados, o primeiro grande carregamento desde a distribuição inicial de vacinas pelo país. Várias cidades tiveram que suspender ou restringir a vacinação por falta de doses.

Até agora, apenas 6 milhões de brasileiros receberam a primeira dose de alguma das duas vacinas. O total representa menos de 8% das cerca de 77 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários de imunização, e menos de 3% da população do país.

Na terça-feira (23), a Anvisa autorizou o registro definitivo da vacina da Pfizer no Brasil, o que permite a importação do imunizante. Apesar de ter sido testada no país, ela ainda não está disponível para a população.

No início do ano, a farmacêutica disse ter oferecido 70 milhões de doses da vacina ao governo brasileiro para entrega ainda em dezembro, mas a oferta foi recusada. O Ministério da Saúde disse que as doses propostas pela Pfizer causariam “frustração” aos brasileiros.

Via Portal G1

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