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Sindicalista questiona qualidade da água e a segurança no Hospital de Floresta
Regivânia Souza, presidente do Sindsmuf, relatou falta de profissionais, condições precárias de trabalho e episódios de violência durante sessão da Câmara
26/08/2026 16h53 Atualizada há 2 horas
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Floresta, no Sertão de Pernambuco, realizada nesta terça-feira (25), a sindicalista e presidente do Sindsmuf, Regivânia Souza, fez uma série de denúncias relacionadas às condições de trabalho e à estrutura do Hospital Municipal de Floresta.

Em seu pronunciamento, Regivânia pediu compreensão da população em relação à demora no atendimento e afirmou que, segundo ela, os profissionais de enfermagem também são vítimas das condições precárias enfrentadas diariamente na unidade.

“Quando vocês chegam lá e não são atendidos no tempo que vocês necessitam [...] não é a culpa dos profissionais de enfermagem”, afirmou Regivânia.

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Segundo a sindicalista, os profissionais estariam trabalhando diante de uma demanda considerada elevada, com sistema, estrutura e condições de trabalho precários.

Ela também afirmou que os próprios profissionais precisam buscar capacitação por conta própria, alegando que o município não oferece treinamentos de forma adequada ou não proporciona condições para que os servidores participem.

🚨 Denúncia de episódios de violência

Um dos pontos destacados durante o discurso foi a segurança dos profissionais dentro do hospital.

Regivânia afirmou que, nos últimos meses, e especialmente nas últimas semanas, teriam ocorrido episódios de violência física dentro da unidade.

Segundo ela, profissionais que trabalham durante a madrugada ficam expostos a situações envolvendo pacientes alcoolizados, pessoas em surto ou com transtornos mentais e usuários de drogas.

A presidente do Sindsmuf afirmou que a equipe de enfermagem, recepção e portaria é uma das primeiras a receber esses pacientes e questionou quais seriam as condições de segurança oferecidas aos trabalhadores.

Ela relatou ainda que houve situações em que profissionais precisaram se esconder para evitar agressões.

“Outro dia a gente estava trancado dentro do banheiro em pânico, sem saber como fazer, abandona quem está lá precisando da assistência porque a gente corre para se esconder para não apanhar”, relatou.

🚪 Estrutura e higiene

Durante a fala, Regivânia também mencionou problemas na estrutura física do hospital.

Segundo a sindicalista, a porta da emergência estaria quebrada e houve recentemente um episódio de agressão física dentro da unidade, que teria envolvido até a tentativa de agressão a um acompanhante de paciente.

Ela também questionou as condições de higiene e dedetização do hospital.

Outro ponto citado foi a qualidade da água disponibilizada aos profissionais para consumo. Regivânia afirmou que os trabalhadores não teriam acesso regular à água mineral e que, em períodos de falta de abastecimento, seria utilizada água proveniente de uma caixa que, segundo ela, apresentaria condições inadequadas.

👩‍⚕️ Falta de profissionais

A sindicalista também denunciou o que considera uma insuficiência no número de profissionais de saúde.

Durante o pronunciamento, Regivânia citou a situação dos postos de saúde do município e afirmou que grande parte dos profissionais é contratada.

Segundo ela, entre os técnicos de enfermagem dos postos, apenas uma profissional seria efetiva, lotada no Caetano 2. Ela também afirmou que os enfermeiros das unidades básicas seriam contratados.

Para Regivânia, a manutenção de contratos temporários também estaria relacionada à situação previdenciária do município.

“Essa é a nossa realidade hoje”, concluiu a presidente do Sindsmuf.

📢 Denúncias foram apresentadas na Câmara

As declarações foram feitas publicamente durante a sessão da Câmara Municipal e representam denúncias apresentadas pela presidente do Sindsmuf sobre a situação do Hospital Municipal e da rede de saúde.

O Blog do Elvis registra que os problemas relatados devem ser apurados pelos órgãos responsáveis e que a Prefeitura de Floresta poderá apresentar esclarecimentos sobre as condições estruturais, segurança, abastecimento de água, higienização, número de profissionais e demais pontos mencionados pela sindicalista.

Via Blog do Elvis