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Escândalo dos combustíveis: TCE julga irregulares contratos da Prefeitura de Floresta
Auditoria encontrou registros de abastecimentos em veículos parados, inexistentes ou que sequer pertenciam à frota da Prefeitura de Floresta.
11/06/2026 17h21 Atualizada há 3 horas
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) julgou irregulares os contratos de locação de veículos e fornecimento de combustíveis da Prefeitura de Floresta, no Sertão de Pernambuco, referentes aos exercícios de 2022 e 2023. A decisão foi tomada pela Segunda Câmara da Corte durante sessão realizada no último dia 4 de junho.

De acordo com o processo, a auditoria identificou falhas na comprovação da execução de contratos de locação de veículos destinados ao transporte de pacientes do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), além de abastecimentos considerados incompatíveis com a realidade da frota municipal.

Durante a sessão, o procurador do Ministério Público de Contas, Cristiano Pimentel, afirmou que a auditoria encontrou registros de abastecimentos em veículos parados, inexistentes ou que sequer pertenciam à frota da Prefeitura de Floresta.

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Um dos exemplos citados no julgamento envolve uma caminhonete Amarok que teria recebido três abastecimentos no mesmo dia, totalizando 212 litros de combustível em poucas horas. Dois dias depois, o mesmo veículo registrou outros cinco abastecimentos, somando 327 litros em um único dia. Segundo o MPC, os registros demonstram "impossibilidade física e prática" dos abastecimentos.

O Ministério Público de Contas defendeu a responsabilização dos envolvidos e pediu a devolução de R$ 817 mil referentes a despesas com locação de veículos sem documentação suficiente para comprovar a execução dos serviços, além de R$ 707 mil relacionados aos abastecimentos considerados irregulares.

O conselheiro Eduardo Lyra Porto destacou que a auditoria revelou graves falhas nos mecanismos de controle interno da administração municipal, incluindo inconsistências documentais, deficiência na fiscalização dos contratos e ausência de comprovação adequada de parte das despesas pagas.

Ao final do julgamento, a Segunda Câmara decidiu julgar irregulares as contas analisadas, imputando débitos à ex-secretária de Saúde Juliana Araújo Ferraz, à prefeita Rosângela de Moura Maniçoba Novaes Ferraz e à empresa Gerar Otimização e Limpeza Eireli. Também foram aplicadas multas aos responsáveis apontados no processo.

O TCE-PE ainda determinou o envio de cópias do processo ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para adoção das medidas cabíveis. Segundo o julgamento, parte dos recursos investigados tinha origem no Sistema Único de Saúde (SUS).

A decisão cabe recurso.

Via Blog do Elvis