Pernambuco Agressão
Amo muito meus filhos, mas tenho medo deles', diz mãe espancada por adolescentes em Olinda
Irmã dos garotos, de 19 anos, também foi agredida. Adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos pela polícia.
05/06/2025 11h44
Por: Redação Fonte: G1 pernambuco

"Eu amo muito meus filhos, mas tenho medo deles, pelos monstros que estão se tornando". O depoimento é da mãe que foi espancada por dois adolescentes, de 15 e 16 anos, no bairro de Águas Compridas, em Olinda. A agressão foi filmada pela vítima e por uma testemunha. A irmã dos garotos, uma jovem de 19 anos, também foi agredida.

O caso aconteceu no domingo (1º). Na quarta-feira (4), a mãe espancada conversou com o g1 e contou que, durante a agressão, o pai dos adolescentes estava filmando, sem intervir na briga. Os nomes dos envolvidos não serão divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A mãe disse que estava descendo uma ladeira com a filha quando, sem motivo, as duas começaram a ser agredidas pelos adolescentes.

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"Minha filha estava descendo a rua para ir para a casa dela, junto comigo, e eles chegaram já agredindo. O pai estava filmando, rindo. Levei murros na cabeça, chutes. Minha filha levou pisada na cara. O que o vídeo mostra já foi o final. Meu genro foi defender minha filha", declarou a mãe agredida.

A mulher também disse que a relação com os filhos começou a ficar conturbada há cerca de seis anos, quando ela decidiu se separar do marido. A guarda dos adolescentes ficou com ele, que, segundo a mãe, a ameaçava e violentava. A filha mais velha foi morar com ela, já que é de outro pai.

O pai [dos adolescentes] queria um trisal e não aceitou o fim do relacionamento. Foram 12 anos juntos, sete de amor e cinco de sofrimento. Ele me batia dentro do quarto e fazia sexo forçado comigo. Dizia que, se eu não fizesse, matava minha filha, que não é dele. Quando me libertei, namorei uma mulher e ele ficou com ciúmes. Virou um pesadelo. Não consigo mais me relacionar com ninguém", afirmou.

 

Ameaçada, a mulher cedeu a guarda dos dois filhos para o pai, que continuou morando no mesmo bairro. Ela foi morar com amigos e, até hoje, vive com a ajuda de conhecidos, que custeiam até mesmo a pensão que ela, por decisão judicial, paga para os adolescentes.