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Submarino 'Titanic': batidas são detectadas no fundo do mar
Submarino 'Titanic': batidas são detectadas no fundo do mar
21/06/2023 12h28 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

As buscas ao submersível Titan, construído pela empresa norte-americana OceanGate para levar turistas até a área de naufrágio do transatlântico Titanic, a quase 4 mil metros de profundidade, entraram em um momento de extrema tensão. Na teoria, os cinco tripulantes do Titan têm pouco mais de 24 horas de suprimento de oxigênio.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos anunciou, na madrugada desta quarta-feira (21/6), que um avião canadense detectou, por meio de sonar, barulho de batidas emitidas a cada 30 minutos no fundo do mar. No entanto, ainda não há evidências do submersível.

Nas próximas horas, um robô subaquático da França chegaria à região, no Atlântico Norte, a 550km da costa do Canadá, para auxiliar nos esforços de resgate. O robô consegue descer a até 4 mil metros de profundidade.
O veículo submersível que leva cinco passageiros até os destroços do transatlântico Titanic, a 3.800m de profundidade, perdeu o contato com a superfície no último domingo (18/6). Desde o desaparecimento, a Guarda Costeira dos EUA e forças do Canadá promovem uma força tarefa em buscas da embarcação. 

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Uma área de 13 mil quilômetros quadrados foi rastreada "sem produzir qualquer resultado", segundo Jamie Frederick, capitão da Guarda Costeira. Um avião P-3 canadense lançou boias de sonar na área do naufrágio do Titanic, a fim de tentar detectar qualquer som procedente do submersível de 6,7m de comprimento por 2,8m de largura e 2,5m de altura.

Denúncia

Em 2018, um ex-funcionário da OceanGate alertou sobre "problemas de controle de qualidade e de segurança" no submersível. David Lochridge, então diretor de Operações Marítimas da companhia, discordou da posição de mergulhar o Titan sem que o veículo tivesse passado por um teste não destrutivo, o qual fosse capaz de provar sua integridade. De acordo com Lochridge, a única janela de visualização do submersível foi construída para suportar a uma pressão a uma profundidade de 1.300 — três vezes menos do que o ponto onde se encontra o Titanic. Em novembro passado, o Titan apresentou falhas de comunicação e ficou mais de duas horas e meia perdido no Oceano Atlântico.

Expectativas baixas

Para o contra-almirante galês Chris Parry, especialista da Marinha britânica, as chances de encontrar os tripulantes vivos, a partir deste momento, são "extremamente baixas". "Eles têm comida, água e roupas térmicas, além de reserva de oxigênio. Mas o abastecimento de eletricidade, provavelmente, é um problema", admitiu ao jornal.

Via Diário de Pernambuco.