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Motorista acusado de estuprar mulher a mando do padre Airton nega crime e se diz alvo de 'denúncias fantasiosas'
Motorista acusado de estuprar mulher a mando do padre Airton nega crime e se diz alvo de 'denúncias fantasiosas'
02/06/2023 10h10 Atualizada há 3 anos
Por: Redação

Denúncia é investigada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Por causa das acusações, padre foi suspenso pela Diocese de Pesqueira.

O motorista Jailson Leonardo da Silva, acusado pela personal stylist Sílvia Tavares de estuprá-la a mando do padre Airton Freire, se pronunciou, pela primeira vez, sobre o caso nesta quinta (1º). Em comunicado enviado ao g1, a defesa do suspeito negou que ele tenha praticado "qualquer crime" contra ela e lamentou "ter tido o nome envolvido em denúncias fantasiosas".

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Por causa das acusações, o padre, de 66 anos, foi suspenso pela Diocese de Pesqueira, no Agreste. O caso está sendo investigado em segredo de Justiça pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Segundo a delegada Morgana Alves, 22 pessoas prestaram depoimentos no inquérito até agora.

No texto, a defesa de Jailson disse confiar que "as investigações realizadas pela Polícia Civil restabelecerão a verdade dos fatos".

"Jailson atua há 1 ano e quatro meses na Fundação Terra, nunca se envolveu com práticas delituosas e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações", afirma a nota da defesa do motorista.

'Investigações estão maduras e robustas', diz delegada

A delegada Morgana Alves, da Polícia Civil de Pernambuco, chefe da Diretoria Integrada Especializada, afirmou que as investigações sobre a denúncia de estupro contra o padre Airton Freire e o motorista Jailson Leonardo da Silva estão "maduras e robustas".

Ela disse, ainda, que 22 pessoas prestaram depoimentos sobre o caso, que, segundo Sílvia Tavares de Souza, aconteceu numa propriedade da Fundação Terra, organização não-governamental criada pelo religioso.

Padre se diz 'injustiçado'

Criador da Fundação Terra, Padre Airton Freire de Lima disse, em comunicado publicado pela ONG aos fiéis, que se sentiu "injustiçado" pela acusação de estupro e que "jamais cometeu" os "atos ilícitos" pelos quais foi denunciado.

O comunicado do religioso foi publicado nas redes sociais, dirigido aos membros da Fundação Terra, ONG criada pelo padre Airton há 37 anos, em Arcoverde, no Sertão.

No texto, a fundação afirma que as denúncias foram movidas "por interesses que ainda não estão claros" e diz que as obras sociais da ONG serão mantidas.

O crime de estupro, de acordo com a mulher, foi praticado a mando do padre, pelo motorista Jailson Leonardo da Silva, de 46 anos. Sílvia afirmou que o padre teria se masturbado vendo a cena. O caso aconteceu durante um retiro espiritual, no dia 18 de agosto de 2022.

Ainda segundo Sílvia Tavares, a relação que tinha com o padre Airton era de muita proximidade. Ela disse que chamava ele de "padinho" e que ele a chamava de "minha princesa". A devoção era tanta que a mulher tatuou na pele o símbolo da Fundação Terra e a frase "Padre Airton: creio em Deus pai".

Sílvia Tavares disse que frequentava retiros espirituais organizados pelo padre desde 2019, na Fazenda Malhada, em Arcoverde, no Sertão do estado, e que participou de, pelo menos, 25 desses eventos religiosos. Os dois teriam se conhecido quando ela buscou a ajuda dele para tratar uma depressão.

Ela contou que, durante um desses retiros, foi chamada pelo padre para ir a uma pequena casa isolada, à qual a mulher se refere como “casinha”, onde ficavam os aposentos do padre.

Cronologia do crime, segundo Sílvia Tavares:

Via g1 Pernambuco.