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Biden lança projeto para criar dólar digital
Biden lança projeto para criar dólar digital
09/03/2022 11h13 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciará nesta quarta-feira (9) o lançamento de um projeto que pretende criar um "dólar digital", informou a Casa Branca: uma via em que centenas de países já avançam, em diferentes velocidades.

Biden assinará uma ordem executiva que determina a sua administração dar "máxima prioridade ao desenvolvimento e pesquisa de uma possível moeda digital do banco central (CBDC)" para os Estados Unidos, afirma um comunicado.

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"Devemos ser muito, muito cuidadosos em nossas análises porque as implicações, em caso de adoção do dólar digital, seriam muito profundas para o país cuja divisa é a principal moeda de reserva mundial", ressaltou um alto funcionário da Casa Branca que pediu anonimato.

A fonte afirmou ainda que os projetos de moeda digital mais adiantados em outros países ou zonas monetárias "não ameaçam" o domínio do dólar, que assegura aos Estados Unidos uma posição privilegiada nas finanças mundiais.

De acordo com a Casa Branca, mais de 100 países lançaram moedas digitais ou pensam na possibilidade de adotar a medida.

Washington estuda o projeto há algum tempo, mas não havia coordenado esforços até o momento para o lançamento do dólar digital.

O avanço de criptomoedas como o bitcoin e o uso crescente de sistemas de pagamento digitais provocaram o interesse da criação de uma moeda digital oficial.

Moedas e cédulas 
A moeda digital é o equivalente desmaterializado de moedas e cédulas, que na verdade são créditos diretos aos bancos centrais. Portanto, se for oficial, poderia ser utilizada sem passar pela intermediação de um banco, o que atualmente é necessário para as moedas digitais.

Os Estados querem evitar abrir espaço para atores privados ou potências estrangeiras.

De modo mais amplo, o presidente americano também pedirá ao governo federal para analisar os riscos relacionados ao desenvolvimento das criptomoedas, incluindo os perigos financeiros ou de segurança, como o uso para atividades criminosas que atentem de alguma forma contra a segurança nacional.

Um alto funcionário garantiu que o governo americano "continuará combatendo de maneira forte" qualquer uso de criptomoedas que sirvam "para evitar sanções dos Estados Unidos e isso também se aplica à Rússia", que enfrenta pesadas sanções ocidentais desde que invadiu a Ucrânia.

A mesma fonte considerou, no entanto, que no caso da Rússia não pensa que "o uso de criptomoedas seja um modo viável para evitar as sanções financeira" que buscam afastar o país dos circuitos financeiros mundiais.

A Casa Branca ressaltou que, segundo alguns estudos, quase 16% dos adultos americanos investiram ou usaram criptomoedas.

"O desenvolvimento de ativos digitais oferece a oportunidade aos Estados Unidos de reforçar seu domínio nas finanças e tecnologia, mas também tem consequências importantes para a proteção dos consumidores, a estabilidade financeira, a segurança nacional e o meio ambiente", destaca o comunicado.

Via Folha de Pernambuco