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Bolsonaro confunde origem de Padre Cícero e chama assessores de 'pau de arara'; veja vídeo
Bolsonaro confunde origem de Padre Cícero e chama assessores de 'pau de arara'; veja vídeo
04/02/2022 14h37 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) confundiu em live, nesta quinta-feira (03), a origem do Padre Cícero, ao comentar sobre a revogação dos decretos de luto. O chefe do Executivo citou o estado de Pernambuco como procedência do religioso. Ao tentar confirmar a informação com assessores, ele se irritou e os chamou de "pau de arara"


"O que que é decreto de luto. O último decreto de luto foi pelo Olavo de Carvalho. Um dia de luto para ele. Tinham 122 decretos de luto no Brasil. Então, em 2000 e pouco, muitos decretos foram revogados porque a pessoa já faleceu, não tem mais finalidade de ter o decreto de luto incorporando aquela quantidade enorme de decretos no Brasil. E nós também revogamos alguns decretos. O que aconteceu? Aconteceu que dadas as nossa revogações, feitas em 2020, falaram que eu revoguei o luto de Padre Cícero. Lá do Pernambuco, é isso mesmo? Que cidade que fica lá? (silêncio). Cheio de pau de arara aqui e não sabem em que cidade fica Padre Cícero, pô? (mais silêncio). Juazeiro do Norte. Parabéns aí. Ceará, desculpa aí, Ceará", completou.

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Bolsonaro seguiu dizendo que recuou do revogaço dos decretos de luto porque a oposição o teria acusado de desrespeito a Padre Cícero, mas destacou que apesar da medida, os mesmos "não precisavam mais existir". 


"Então o que acontece, dada aquela confusão toda, começaram a esquerda a oposição, aquela confusão: “Olha só: ele não tem respeito pelo Padre Cícero e não sei o quê”. O que eu fiz. Liguei no mesmo dia para o chefe da SAJ, Secretaria de Assuntos Jurídicos. Falei: 'Pedro, vamos republicar o decreto de luto do Padre Cícero'. Não tinha necessidade de existir o decreto mais. Agora a ideia dele, já que reeditou este decreto do Padre Cícero, vamos reeditar dos 122. Ali tinha Médici, tinha todo tipo de gente ali. E nós resolvemos republicar 122 decretos. Prejudica aqui a nossa maneira de tratar com decretos? Sim. Prejudica mas tudo bem. Podia estar desburocratizado isso daí porque a homenagem ao falecido já foi prestada há 10, 20, 30, 50 anos atrás. Não precisava existir mais esse decreto. Mas tudo bem. Republicamos o decreto e está resolvido", concluiu.


Porém, o luto por Padre Cícero não aparece entre os 122 decretos de luto oficial revogados pelo líder do Planalto. Mas, em publicação nas redes no último dia 29, Bolsonaro relacionou o religioso aos que tiveram o decreto de luto revogado e reabilitado. Até mesmo uma foto do santo nordestino foi publicada no anúncio no qual ele relatou recuo da decisão de cancelar ao menos 25 decretos de luto editados por governos antecessores e que tornaria sem efeito as revogações dos atos.

Na publicação, o presidente cita decretos de luto revogados em 1991, durante o governo de Fernando Collor de Mello, entre eles os de Tancredo Neves, Santos Dumont e do ditador Castello Branco.


Entre os que também tiveram suas homenagens pós-morte canceladas, estão o empresário Roberto Marinho, do grupo Globo, o antropólogo Darcy Ribeiro, Frei Damião e o bispo católico Dom Helder Câmara.

Veja vídeo:

https://www.youtube.com/embed/93G2u_Eywhw

Via Diário de Pernambuco