Educação

Jovem petrolinense fará 2 anos de MBA na renomada Harvard Business School

O sonho de ingressar na renomada Harvard Business School (HBS) é para poucos, e nesse seleto clube está uma petrolinense. A engenheira mecânica Catarina Carvalho, 26 anos, fará seu MBA na instituição, onde ficará por um período de dois anos. A HBS é uma das escolas de pós-graduação da Universidade Harvard, focada em administração de empresas, e considerada uma das melhores universidades de negócios do mundo.

Filha da promotora Ana Rúbia Carvalho e do empresário e ex-secretário municipal Evônio Carvalho, Catarina começou sua trajetória bem cedo. Ela tinha apenas 15 anos quando saiu de casa, com o apoio dos pais, focada em fazer seu curso acadêmico no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

Com muita dedicação, a petrolinense conseguiu ser aprovada. Mas demorou pouco para perceber que não iria exercer engenharia mecânica. No primeiro ano do curso, já começou a desenvolver seu mestrado, porém foi no segundo ano que as coisas começaram a mudar para Catarina.

Ela tomou conhecimento, em 2014, da Mackenzie – uma firma norte-americana de consultoria para empresas com filiais em grandes centros urbanos do país, inclusive no Nordeste. Mas ser admitida não foi nada fácil.  “Passei apenas no último ano de faculdade”, lembra. Após ser admitida na Mackenzie, Catarina passou a desenvolver projetos empresariais até tentar entrar, pela primeira vez, no ‘2Plus2’ da HBS. O programa (2 Mais 2, em português),  exige pelo menos dois anos de experiência profissional, seguidos por outros dois anos no programa regular de MBA da Harvard School. Após serem admitidos, os alunos passam um mínimo de dois anos (máximo de quatro) trabalhando em uma posição profissional no setor público, privado ou sem fins lucrativos antes de se matricularem na HBS. A primeira tentativa da petrolinense não deu certo.

Tóquio

Apesar de ter participado de vários estágios e reunido experiência, ela percebeu que isso ainda não era suficiente. Foi então que, por meio de um projeto para grupo empresarial do Rio de Janeiro, Catarina viu a oportunidade de aperfeiçoar ainda mais seu currículo com uma temporada em Tóquio, no Japão. Por lá ela ficou quase 7 meses, até retornar ao Brasil. Após isso a petrolinense conseguiu alcançar seu objetivo.

Antes de ir para Harvard, Catarina iria atuar como start up (gerente de projeto) em Londres, mas a pandemia mudou seus planos. Ela começou, em janeiro deste ano, a desenvolver um trabalho no Ministério Economia, onde ficará até setembro, quando partirá para fazer seu MBA. Essa passagem pelo Ministério não tem o vínculo com a Mackenzie, segundo explicou. Mesmo reconhecendo o seu mérito, a petrolinense acredita que a política de cotas na instituição a ajudou. “O fato de ser mulher, latina, vinda do Nordeste, contou a meu favor. Por isso pretendo abrir caminho para que outras possam também fazer o mesmo”, avaliou a jovem.

Quando concluir o MBA, Catarina ainda estará atrelada à Mackenzie. Como a firma irá bancar seus estudos enquanto estiver na HBS, ela ainda irá trabalhar na empresa por mais dois anos. Seria uma espécie de compensação pelo investimento feito na petrolinense.

Via Blog do Carlos Britto

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