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Homem morre em agência do INSS enquanto aguardava atendimento

Renato Sutil, de 59 anos, teve um mal súbito e morreu enquanto aguardava para fazer uma perícia. Vigilante era morador de Lagoa Vermelha, a 100 km da cidade.

Um homem morreu dentro de uma agência do INSS enquanto aguardava atendimento para receber um auxílio-doença, em Passo Fundo, no Norte do estado. Na manhã desta terça-feira (28), Renato Sutil, de 59 anos, foi ao local realizar uma perícia, mas passou mal e faleceu.

“Eu fui tirar a senha para ele fazer a perícia. Ele se sentiu mal e me pediu água. Quando voltei, ele já não falou mais”, relata o amigo Evandro da Silva.

Renato parou de trabalhar em dezembro de 2019, por motivos de saúde. Ele morava em Lagoa Vermelha, a 100 km de Passo Fundo.

A cidade não tem médico perito do INSS. Por isso, o vigilante, que estava internado no hospital por complicações da diabetes, precisou pedir liberação para viajar ao outro município.

A familia conta que ele conseguiu liberação da equipe médica e foi levado em uma ambulância da secretaria municipal de saúde.

“O que fica para nós é que, de repente, a morte dele não seja em vão. Que outras pessoas que estão hospitalizadas possam chegar lá e ter [atendimento], ou que não precise nem ir. Que o próprio hospital possa encaminhar o documento daqui. Hoje em dia tem internet. Por que uma pessoa precisa se deslocar? Tirar do soro, retirar do oxigênio, de tudo, para poder chegar lá e fazer uma perícia, que é obrigação do Estado”, questiona Juliano Sutil, sobrinho da vítima.

Lagoa Vermelha tem 27 mil habitantes e está sem médico perito há três anos.

“Às vezes, a pessoa está bem doente mesmo, ou passando por um pós-operatório, fez uma cirurgia, está de muletas, cadeira de rodas, e tem que se sujeitar a isso. A gente conversou com a gerência do INSS várias vezes para ver se existe uma previsão para que os médicos ocupem essas vagas, e não há previsão. O que nos é dito é que depende de concurso público e provavelmente isso vai demorar”, reclama a advogada especialista em direito previdenciário, Darcimara Mendes.

A reportagem entrou em contato com o INSS, mas ainda não obteve resposta sobre a reposição dos peritos em Lagoa Vermelha.

Via G1 Rio Grande do Sul

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