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Concurseiros comentam provas do TJPE

Mais de 179 mil pessoas prestaram concurso para servidor do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ontem  em todo o estado. O órgão registrou um total de 179.548 inscritos para as 109 vagas de nível médio e superior. Das vagas, 60 serão para técnico juriciário e oficial de justiça e 49 para analista judiciário. O edital prevê funções para quem possui diplomas de ensino médio e médio técnico em Informática, Rede de Computadores, Manutenção e Suporte em Informática, Sistemas de Computação, Telecomunicações ou Sistema de Transmissão. Para ensino superior, em áreas diversas e nas especificas de Direito, Serviço Social, Pedagogia, Psicologia, Contabilidade, Informática e engenharias Física ou Mecânica com pós-graduação na área de Informática. Os salários são de R.502,12 (superior) e R$ 4.222,45 (médio). Os dois maiores centros de provas no Recife foram a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que registraram engarrafamento no entorno no início e final de cada turno de exame.

Para os amigos Vanessa Batista, estudante e Rafael Lins, encarregado, que fizeram prova para o nível técnico, na Unicap, o número de inscritos assusta (Thatiana Pimentel/DP)
Para os amigos Vanessa Batista, estudante e Rafael Lins, encarregado, que fizeram prova para o nível técnico, na Unicap, o número de inscritos assusta

Para os amigos Vanessa Batista, estudante e Rafael Lins, encarregado, que fizeram prova para o nível técnico, na  Unicap, o número de inscritos assusta. “Estou me preparando há quatro meses e, mesmo assim, só estudo quando  sobra um tempo do trabalho, então, quando vi que quase 180 mil pessoas estão concorrendo, fiquei tenso mas  estou otimista”, revela Lins. Vanessa, concorda. “A gente tem que pensar apenas em fazer nosso melhor”,  completa. Já as concurseiras Gabrielle Setime, Ana Teresa Cardoso da Silva e Eliana de Souza fizeram as provas  da manhã, para o cargo de analista judiciário, e também as da tarde, para as vagas técnicas, e consideraram a  seleção fácil.

 

As concurseiras Gabrielle Setime, Ana Teresa Cardoso da Silva e Eliana de Souza fizeram as provas  da manhã, para o cargo de analista judiciário, e também as da tarde, para as vagas técnicas, e consideraram a  seleção fácil (Thatiana Pimentel/DP)
As concurseiras Gabrielle Setime, Ana Teresa Cardoso da Silva e Eliana de Souza fizeram as provas da manhã, para o cargo de analista judiciário, e também as da tarde, para as vagas técnicas, e consideraram a seleção fácil

“A prova de Direito Penal foi super tranquila, a parte mais chatinha Direito Penal foi super tranquila, a parte mais chatinha foram as questões de sustentabilidade”, afirma Gabrielle. Para Ana Teresa, o tema da redação das provas para analista judiciário, que são de nível superior, também surpreendeu por não precisa de argumentos juridicos. “O tema geral foi o riso e aí deveríamos argumento sobre os benefícios e malefícios do humor e do riso em sí. Foi abrangente e não muito técnico, acho que isso vai fazer que muitos tenham um bom desempenho”, completa. Todas as três prestaram concurso na Unicap.

 

Já na UFPE, muitos concurseiros se complicaram com os prédios e com o engarrafamento na BR 101, que chegou a altura da Avenida Caxangá. Gerson Mabson, bacharel de direito, afirma que precisou estacionar na avenida e ir até o Centro de Artes e Comunicação (CAC) a pé para não perder o horário da prova. “Muita gente desceu do ônibus já  ali no viaduto perto do HiperBompreço porque estava tudo parado”, reforça. A funcionária pública Claúdia  Elysângela chegou às 13h30 no CAC justamente para não correr riscos. “Esse é meu 30º concurso. Meu primeiro  foi para Serviços Gerais, com 18 anos, hoje, tenho meu emprego público e trabalho em outro lugar também para reforçar o orçamento. Estudo quando sobra tempo, porque além de tudo, ainda tenho duas filhas”, comenta. Para ela, o maior desafio está na prova de direito civil. “Não tive tanto tempo para estudar o novo código.”

Para quem fez as provas do cargo de analista judiciário, os portões abriram às 7h30 e foram fechados às 8h30, com início dos exames previsto para as 8h45. No caso de candidatos aos cargos de técnico judiciário ou oficial de justiça, os portões foram abertos às 13h45 e fechados às 14h45, com previsão de começo de aplicação às 15h. A seleção teve duração de até quatro horas, incluindo tempo para leitura de instruções, coleta de impressão digital e preenchimentos dos cartões de resposta. Conforme a legislação, 5% (cinco por cento) delas estão destinadas a pessoas com deficiência e 20% (vinte por cento) para pessoas negras.

A prova objetiva de múltipla escolha teve 50 questões com caráter eliminatório e classificatório. Foram 25  questões de conhecimentos gerais – língua portuguesa, raciocínio lógico e legislação – e 25 de conhecimentos  específicos de acordo com cada área. Será considerado aprovado na objetiva o candidato que alcançar no mínimo metade do total de pontos da prova, sem zerar nenhuma das disciplinas. Com relação às discursivas, serão  corrigidos os textos até a classificação correspondente a cem vezes o número de vagas por cargo/função/polo. O  candidato que não obtiver 60% do total de pontos será eliminado.

O concurso TJPE terá validade de dois anos, a contar da data do resultado final, podendo ser prorrogado por  igual período. O último concurso do órgão foi realizado em 2011 para preencher 203 vagas. Cerca de 119 mil  pessoas se inscriveram para o exame. A previsão do órgão é que outra seleção só venha a acontecer entre 2021 e 2022. A data de divulgação do gabarido e do resultado ainda não foi informada pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), banca responsável pela aplicação das provas. O edital pode ser conferido aqui.

Via Diário de Pernambuco

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Elvis Lima

Jornalista, blogueiro, apaixonado pelo sertão nordestino.

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