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Alunos do IF Sertão-PE fazem novo protesto contra PEC 241 em Petrolina

Os estudantes do Instituto Federal do Sertão de Pernambuco, campus Petrolina, realizaram, nesta sexta-feira (14), um novo protesto contra a PEC 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos. Os manifestantes fecharam todos os portões da instituição, localizada no bairro João de Deus, Zona Norte da cidade. O ato ganhou apoio de alguns servidores do IF Sertão-PE.

Com cartazes e palavras de ordem os alunos criticaram a PEC 241, aprovada na segunda-feira (10). A Proposta de Emenda à Constituição estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelas próximas duas décadas.

“Somos contrários a PEc porque ela vem para controlar os investimentos em educação, saúde e diversos serviços sociais durante 20 anos. Isso para uma dívida pública que nunca foi auditada e já tem 41,1% do PIB para pagar essa dívida”, disse o estudante Itálo Ramon Rodrigues.

Os manifestantes cobram também um posicionamento da instituição. “Nós queremos pedir a reitoria um posicionamento sobre a PEC 241 e gostaríamos que ela explanasse como está a orçamento para 2017 porque com esses cortes, nós sabemos que também seremos atingidos”, argumentou.

O movimento também ganhou apoio dos servidores. “Os estudantes têm se mobilizado aqui dentro da instituição, com reuniões, buscando discutir as reformas e os projetos que o governo atual está colocando no país e resolveram em assembleia, hoje pela manhã, que queriam seguir o movimento nacional que está acontecendo no Brasil”, explicou o professor Bartolomeu Barros.

Na terça-feira (11), os estudantes do IF Sertão-PE tinham realizado uma manifestação na BR-235. A rodovia que liga Petrolina, no Sertão de Pernambuco, a Casa Nova, na Bahia, foi bloqueada. Integrantes do movimento chegaram a atear fogo em pneus.

Também em protesto contra a PEC 241, os estudantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e da Universidade de Pernambuco (UPE), Campus Petrolina, entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada em assembleias realizadas na terça-feira (11).

Em nota, o Colégio de Dirigentes (Codi), que é um órgão formado pela reitoria, pró-reitores e diretores-gerais dos campi, informou que considera a paralisação legítima e positiva, pois os impactos que serão gerados atingirão diretamente a educação pública e de qualidade em todos os níveis e modalidades.

Em relação ao orlamento para 2017, o Codi está aguardando a conclusão dos trâmites do orçamento conduzido pelo Governo Federal para emitir uma nota oficial.

Fonte: G1

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